Sonangol com excelente participação no BCP que regista lucros de 270 milhões até setembro. É o melhor resultado em 12 anos.

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Banco chegou a setembro com lucros de 270,3 milhões de euros, mais 5% do que há um ano. Bateu as estimativas dos analistas. É o melhor resultado em 12 anos, sublinhou Miguel Maya.
A Sonangol com 19,5% é o segundo maior acionista do BCP, atrás dos chineses da Fosun (27,25%). Atrás do capital angolano seguem a BlackRock e o grupo EDP, com 3,39% e 2,09%, respetivamente. A petrolífera estatal de Angola no capital do banco português em 2008, já depois do verão quente entre os acionistas e que levaram Carlos Santos Ferreira a mudar da Caixa Geral de Depósitos para o BCP.
Este ano, a Sonangol recebeu 5,9 milhões de euros em dividendos do BCP. Foi a primeira remuneração aos acionistas por parte do banco após quase uma década.

O BCP  BCP 2,97% registou lucros de 270 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 5% face ao mesmo período de 2018, com o banco liderado por Miguel Maya a superar as estimativas dos analistas — previam um lucro de 258 milhões de euros. Há um ano, o banco reportou um lucro de 257,5 milhões de euros.

É o melhor resultado alcançado nos primeiros nove meses em 12 anos, sublinhou Miguel Maya, presidente do banco, na conferência de apresentação das contas. Foi “evolução francamente positiva” que resultou de um “trabalho absolutamente notável” das equipas do banco, frisou ainda o CEO do BCP, lembrando o “contexto desafiante” da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

“Temos capital e capacidade de geração de capital para o modelo de negócio que temos. Vamos beneficiar cada vez mais da normalização do balanço do banco e da normalização da economia”, destacou aos jornalistas.

O banco indicou que os proveitos core aumentaram 7% para 1.672,0 milhões de euros neste período. As comissões registaram um acréscimo de 1,5%, atingindo os 519,1 milhões de euros. A margem financeira — a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e juros pagos nos depósitos — somou 9,5% até 1.153,0 milhões de euros. “É uma margem financeira a crescer de forma muito favorável”, disse Miguel Maya.

Outro fator que ajudou no crescimento dos resultados foi a descida das imparidades, sobretudo as imparidades relacionadas com crédito, que caíram 11% para 300 milhões de euros.

Depósitos superam 80 mil milhões

Embora a operação em Portugal tenha registado uma subida do lucro em 7,1% para 125,5 milhões de euros, os negócios internacionais condicionaram os resultados do BCP. Lá fora o lucro desce 6,6% para 131,4 milhões, uma descida explicada com o banco na Polónia, onde o lucro caiu 2,6% por causa dos custos de integração do Eurobank.

Os custos operacionais do banco subiram quase 9% para 808 milhões de euros, em grande parte relacionado com a compra do banco na Polónia e com reestruturação em Portugal.

Olhando para o balanço, a carteira de crédito a clientes subiu quase 7% para 54.700 milhões de euros. Os recursos de clientes aumentaram mais neste período: os depósitos aumentaram 10% superando já os 80.000 milhões de euros. O rácio de crédito líquido sobre depósitos situa-se nos 88%.

Ao nível da qualidade dos ativos, o BCP chegou a setembro com um rácio de non performing exposure (exposição não performativa) de 4,6%, baixando da fasquia dos 5% exigidas pelas autoridades. Houve uma redução de 1.7000 milhões de euros de NPE face a setembro de 2018, com destaque para a descida observada em Portugal (-1.900 milhões de euros). Miguel Maya refere que se tratou de “uma evolução consistente e muito apreciada pelo mercado”.

Fonte: Eco.pt

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