MARQUES: A corrupção em Angola tinha como epicentro a Presidência da República de dos Santos, logo é normal que hoje a Presidência de João Lourenço sirva como centro de combate ao mesmo fenómeno.

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O jornalista Rafael Marques em entrevista a RTP afirma que ainda há muitas dificuldades no combate à corrupção em Angola, embora já se registem mudanças, pois antes os que “diziam que o me pai gama feio, hoje já afirmam que o meu pai cometeu erros”. O ativista foi recentemente condecorado pelo presidente João Lourenço com a medalha de mérito civil pelo empenho nessa luta.

Para o Marques, os feitos negativos da família dos Santos à Angola são inquestionáveis tendo Angola saído “a perder e muito”, bastando para isso, comparar os postos de emprego criados aos postos de trabalho destruídos, fruto da ganância e roubos. Para Rafael Marques, o país africano atravessa uma enorme crise económica devido a delapidação dos recursos verificados no mandato de José Eduardo dos Santos.
O activista, preso em 1999, afirma que “a corrupção em Angola tinha como epicentro a Presidência da República de Eduardo dos Santos, logo é normal que hoje a Presidência da República de João Lourenço sirva como centro para combate a corrupção“.

Questionado se voltaria a escrever o artigo O “bâton” da ditadura” onde acusa “José Eduardo dos Santos” de ser “o mais discreto e astuto dos chefes dos regimes autoritários de que há memória em África. O exemplo mais alto do antipatriotismo em Angola. O modelo de liderança antipopular. Antipovo”, Rafael Marques diz que sim, relembrando que em 1999, nesta altura do ano, estava preso, mas que “20 anos depois, o tempo deu-lhe razão“.

Fonte: RTP

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