OPEP vai enfrentar um forte aumento de oferta dos concorrentes em 2020.

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A Agência Internacional de Energia alertou os membros da OPEP e os seus aliados para o aumento de produção dos países fora do cartel do petróleo e apelou a medidas na próxima reunião.

Uma forte queda na procura pelo seu petróleo e um grande aumento de produção do “ouro negro” nos países fora do cartel. São estes os principais desafios que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus parceiros (OPEP+) vão enfrentar no próximo ano, segundo alertou a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Os países da OPEP+ vão ter pela frente um grande desafio em 2020, numa altura em que a procura pelo seu petróleo deverá cair de forma acentuada”, disse a AIE, num comunicado divulgado pela Reuters.

A AIE estima que a produção dos países que não pertencem à OPEP aumente cerca de 2,3 milhões de barris por dia no próximo ano, que compara com os 1,8 milhões de barris diários produzidos este ano. Entre os maiores produtores estão os EUA, o Brasil, a Noruega e a Guiana.

A procura por petróleo da OPEP+ será de 28,9 barris por dia em 2020, de acordo com a agência. A agência tinha adiantado esta semana que a procura a nível mundial vai estagnar em torno de 2030, com a utilização de carros mais eficientes e veículos elétricos a fazer estancar um setor que dominou o século passado.

A AIE prevê que embora o atual ritmo de expansão da procura por petróleo, na ordem de um milhão de barris por dia – que corresponde a uma taxa de crescimento de cerca de 1% -, se deva manter nos próximos cinco anos, acabará por estancar em apenas 100.000 barris diários nos anos de 2030.

A recuperação da Arábia Saudita, líder da OPEP, depois dos ataques às suas infraestruturas do petróleo do país, acentuou-se em outubro e contribuiu com um aumento de 1,5 milhão de barris por dia para a oferta global.

Fonte: Jornal de Negócios

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