A economia chinesa contraiu no primeiro trimestre de 2020. O impacto do coronavírus no gigante asiático está a penalizar os mercados petrolíferos, apesar do otimismo vindo dos EUA.

A primeira contração económica na China em décadas está a penalizar o sentimento dos investidores. No mercado petrolífero, o barril em Nova Iorque afunda, à boleia do que aconteceu com os preços da matéria-prima na China. Ainda assim, a referência europeia mantém-se na linha de água.

O crude WTI tomba 7,5% para 18,38 dólares por barril, após o preço do barril nos mercados chineses ter tocado mínimos de 15 meses. Já o Brent de referência europeia ganha apenas 0,2% para 27,93 dólares por barril.

Os preços do petróleo reagem aos dados que indicam que o PIB chinês contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez desde que a série estatística mais recente começou há cerca de três décadas. Sendo o país onde o vírus começou no final de dezembro de 2019, a China foi também a primeira a entrar em isolamento em janeiro e fevereiro, fechando fábricas e lojas e travando a atividade económica a pique, tal como viria a acontecer nos países europeus em março.

Com a economia paralisada, a procura por petróleo caiu a pique, aumentando o excedente no mercado apesar de as refinarias do Estado terem também diminuído a operação.

as com os governos regionais a levantarem as restrições, as petrolíferas privadas estão a tentar recuperar rapidamente para darem resposta à retoma da procura por combustíveis bem como para se livrarem do petróleo mais caro que tinham.

As refinarias têm incentivos para aumentar a operação, à medida que o consumo de combustíveis aumenta gradualmente“, diz Li Yan, analista sénior da Longzhong, à Reuters. “Também têm de digerir rapidamente o petróleo mais caro que compraram antes do colapso dos preços”.

Fonte: Eco