Os sectores da Construção (14,1 por cento) e do Comércio (12,8 por cento) tiveram um desempenho económico favorável entre Outubro a Dezembro (quarto trimestre) do ano passado.

Essa produtividade permitiu-lhes reforçar o seu peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB) ainda dominado pela actividade de Petróleo e refinação (29,4 ). No somatório anual, a actividade petrolífera mantém-se como a de maior produção económica com uma quota de 33 por cento, seguido pelo Comércio (13 por cento) e Construção (11 por cento).

Administração pública

As Contas Nacionais do quarto trimestre e o consolidado do ano 2019, publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), colocam a Administração Pública, Defesa e Segurança Social obrigatória com um peso de 8,0 por cento, acima dos Outros Serviços e dos Produtos Industriais Transformados, que obtiveram um desempenho de 6,0 e 5,0 por cento, respectivamente. Sobre a actividade económica nacional, esta registou, no quarto trimestre de 2019, uma queda (recuo) de 0,8 por cento quando comparado com o período homólogo de 2018 que foi de 2,2 por cento, ou seja, o país produziu menos riqueza.
O desempenho das actividades económicas no período em análise, em termos de variação negativa, é atribuído fundamentalmente às actividades de pesca (-24,9 por cento), petróleo (-6,6), extracção de diamantes (-11,3), telecomunicações (-1,1 por cento). As actividades que mais contribuíram, em termos de participação, e constituíram factores importantes para o desempenho das actividades no Produto Interno Bruto (PIB) do trimestre em referência, segundo o INE, foram a extracção e refinação do petróleo bruto e gás natural com 29,4 por cento. Seguem-se também os sectores do comércio (12,8), construção (14,1), administração pública (8,6), outros serviços (6,2), serviços imobiliários e aluguer (5,4) e agro-pecuária e silvicultura (3,7).
Por outro lado, o instituto enfatiza que, o PIB anual preliminar, resultante dos quatro trimestres de 2019, variou/-recuou (-0,9) em relação ao ano de 2018.
No terceiro trimestre de 2019, o PIB em termos homólogos, variou/recuou (-0,8 por cento) em relação ao período homólogo de 2018.
O desempenho das actividades económicas, em termos de variação negativa, é atribuído fundamentalmente às actividades de pesca (-19,9), petróleo (-8,7), indústria transformadora (-1,5) e telecomunicações (-0,5).

Novas actividades

O Instituto Nacional de Estatística (INE) alarga de 33 para 38 actividades económicas e de 77 para 145 produtos o volume de itens que passam a contar no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Por este facto, de acordo com o Instituto, dar-se-á início a uma nova série das Contas Nacionais a partir do final do segundo trimestre. Assim, a actual série, 2002 – 2017, deverá ser substituída pela nova série, que inicia pelos anos 2014 e 2015 a ser publicada ainda no 2º Trimestre de 2020, continuando o processo de compilação da nova série com a publicação dos anos correspondentes a 2016, 2017 e 2018, no princípio de 2021. Outras melhorias serão introduzidas no cálculo do PIB Trimestral, tais como a variação trimestral e a óptica de despesas, nesta ordem.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), posteriormente, com base nos resultados do Inquérito às Despesas e Receitas (IDR e IDREA ambos de 2018-2019), do Recenseamento Agro-Pecuário e Pesca (RAPP 2019-2020) e do Recenseamento de Empresas e Estabelecimentos (REMPE, 2020) será implementado o Novo Ano de Referência 2019 das Contas Nacionais.
As que mais contribuíram, para o desempenho no PIB, foram a extracção e refinação do petróleo bruto e gás natural (30 por cento), comércio (12), construção (12), administração pública (9), outros serviços (6), serviços imobiliários e aluguer (5) e agro-pecuária e silvicultura (5).

Fonte: JA

Pedro Peterson