A pandemia de coronavírus desencadeou uma crise económica que cresce sem precedentes no Mundo.
A medida que mais países fecham as suas fronteiras e declaram quarentena para impedir a disseminação do vírus, a atividade econômica afunda. Empresas dos setores mais afetados, como companhias aéreas, hotéis e restaurantes, alertam que podem quebrar.
Muitos trabalhadores estão perdendo seus empregos e as bolsas estão em queda livre.
“Acho que o crucial é que os governos não deixem empresas em insolvência falirem e demitirem trabalhadores”, disse Vicky Redwood, analista sênior da consultoria britânica Capital Economics.” E subscrevemos o seu comentário, pelas seguintes razões:

  1. O governo pode exigir que os bancos renegociem os pagamentos das dívidas de curto, médio e longo Prazo. Seja por um imprevisto, seja por falta de planejamento ou por impulsividade, não é raro que, em algum momento, gestores percam o controle do fluxo de caixa da empresa, “neste caso por causa da pandemia”, assumindo um compromisso que não cabe no orçamento corporativo. É nesse cenário que surge a necessidade da renegociação de dívidas.
  2. Adiamento dos tributos empresariais ou suspendê-los nesta fase de carência. Nesta fase de quarentena por causa da pandemia e, sem previsão de quando as coisas voltarão à normalidade, as empresas sofrem para fazer o pagamento das remunerações quase sem produção. Seria menos um peso nas costas dos empresários neste momento difícil.
  3. Garantir um empréstimo para as empresas mais afetadas pela pandemia, principalmente às Micro e Médias empresas.
  4. concessão de crédito “ilimitado” às empresas, por meio de garantias bancárias públicas aos empresários, para evitar a falência. Tendo em vista que Angola continua sendo um canteiro de obras, seria bom um crédito deste género que traria diversos benefícios.
    Temos como exemplo de incentivo para o governo angolano, o caso da Alemanha, que surpreendeu os analistas ao se distanciar de seu tradicional dogma da disciplina orçamentária, anunciando medidas excepcionais. O plano contempla a concessão de crédito “ilimitado” às empresas, por meio de garantias bancárias públicas aos empresários,
    para evitar a falência. Os empregadores também têm financiamento público para reduzir o número de horas que seus funcionários trabalham devido à queda na produção.
    Essas são algumas das medidas que o governo pode adotar para tentar salvar o setor empresarial. A sociedade pode, também, fazer a sua parte ajudando as micro e médias empresas que mais precisam nesse momento de crise. Uma vez que o nosso setor empresarial é muito frágil.
    Algumas medidas que nós como população/consumidores podemos tomar, é tentar fazer o máximo das compras nas micros empresas “CANTINAS” porque têm menos capital para sobreviver em fase de crise económica. Continue comprando nos pequenos negócios, porque os grandes vão sobreviver, p. ex., o KFC vai sobreviver, mas a roulotte de hamburguer ou o negócio da Sra./Sr. da esquina terá muita dificuldade. Ajuda aqueles negócios que realmente precisam e mantenha a economia girando.
    Precisamos fortalecer as redes de proteção social, manter as empresas e dar incentivos para que elas não demitam trabalhadores. mesmo que o governo tenha que aumentar seus déficits fiscais, neste momento não podemos estar preocupado com isto, mais sim com a situação social dos trabalhadores.
    @sem_formalidade
    By_Scoopol Garrido