Dono do Charlotte Hornets e empresário de sucesso em diversos ramos, astro do basquete ganhou muito mais dinheiro fora do que dentro das quadras.

O fato de Michael Jordan estar penando, desde 2012, para vender uma mansão de U$ 29 milhões, e ter reduzido o valor pedido pela metade, não significa que o astro do basquete está enfrentando algum tipo de dificuldade financeira. Pelo contrário! O americano de 57 anos de idade é o desportista mais rico da história. De acordo com a revista Forbes, Jordan tem atualmente um patrimônio avaliado em US$ 2,1 bilhões (R$ 12 bilhões). O segundo mais bem pago de todos os tempos é o golfista americano Tiger Woods, com US$ 800 milhões (R$ 4,5 bilhões).

Não bastasse a fortuna amealhada até aqui, Michael ainda viu neste período de quarentena imposta pela pandemia global de coronavírus, o seu legado e a sua imagem serem mais valorizadas dentro e fora das quadras. Aposentado desde 2003, ele foi o protagonista de um documentário americano, lançado no mês passado, que virou sucesso internacional. A obra narra a dinastia do Chicago Bulls na NBA nos anos 90 – foram seis títulos em oito temporadas. 

Antes mesmo do lançamento de The Last Dance, Jordan já tinha motivos para celebrar, pois 2019 foi um ano excelente para os seus negócios. A Forbes aponta que o patrimônio líquido dele subiu US$ 300 milhões, por conta da valorização do Charlotte Hornets, franquia da NBA que Michael detém 70% das ações, e de US$ 145 milhões vindos de dividendos da sua linha de tênis e produtos esportivos.

Para alcançar o seu gigantesco patrimônio, Jordan foi muito além da carreira de sucesso como jogador de basquete. Durante as suas 15 temporadas na NBA, ele ganhou um total de U$ 94 milhões apenas em salários, um valor considerado baixo se comparado com os vencimentos dos tempos atuais. Maior jogador de basquete em atividade, LeBron James, por exemplo, somou o mesmo valor apenas nas três ultimas temporadas, entre 2017 e 2019, de acordo com o site americano Hoops Hype, especializado no assunto.

Michael Jordan ganhou dinheiro mesmo com patrocínios fortes e com o uso da sua imagem para vender produtos e marcas. De acordo com a Forbes, ao longo de quase quatro décadas, ele recebeu US$ 1,7 bilhão apenas em contratos de parcerias com marcas como uma empresa de material esportivo, uma empresa fabricante de bebidas, uma rede de fast food e uma montadora de automóveis, dentre outras. 

Investimentos

Jordan também soube como investir os seus rendimentos para aumentar sua fortuna. Em 2006, ele comprou uma participação de 10% na franquia da NBA Charlotte Bobcats, que depois virou Charlotte Hornets. Sete anos depois, em 2010, Michael assumiu o controle majoritário (90%), em um acordo avaliado em US$ 175 milhões. Em 2014, a estrela recuperou boa parte do investimento ao negociar 20% dos Hornets, que é avaliado em US$ 1,5 bilhão, para dois gerentes de um fundo de investimento de Nova York, o Hedge.

Jordan também tem uma pequena participação no Miami Marlins, time de beisebol da MLB, é sócio de um provedor de dados esportivos com sede na Suíça; de uma marca de fone de ouvido, de um marketplace em São Francisco e de uma marca de tequila, além de ser investidor em uma empresa que controla o time de e-sports Team Liquid, avaliado em US$ 320 milhões.

Fonte: Globoesporte.com-Rio de Janeiro