Isabel dos Santos: “O Ministério Público angolano apresentou mais uma prova fabricada“’

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A empresária angolana acusa a procuradoria angolana de “recorrer a provas fabricadas para lograr junto do tribunal a decisão de arresto de bens”.

A empresária angolana Isabel do Santos acusa as autoridades angolanas de “fabricarem” provas que levaram ao arresto de bens. “O Ministério Público angolano apresentou mais uma prova fabricada no processo de arresto de bens da Engª. Isabel dos Santos. Um memorando – cuja autenticidade nunca foi comprovada pelo tribunal ou pelas autoridades de Angola ou Portugal – demonstra reiteradamente a Procuradoria a recorrer a provas fabricadas para lograr junto do tribunal a decisão de arresto de bens da empresária”, pode ler-se no comunicado.

O documento que chegou às redações indica que “uma transação comercial falsa supostamente envolvendo” a empresária angolana é relatada num “memorando não assinado e não datado e anexado a uma carta oficial dos Serviços de Inteligência angolanos. Esta carta e memorando foram ambos entregues ao Tribunal pela Procuradoria angolana como prova para sustentar que a Engª. Isabel dos Santos tinha a intenção de vender a sua participação na empresa UNITEL a um investidor não nomeado dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e por esta via dissipar o seu património”.

Em comunicado, Isabel do Santos sublinha que este memo, que foi considerado pelo Procurador-Geral angolano como uma prova chave, “não está assinado, não tem carimbo oficial nem data e relata uma suposta transação, sem referir as datas dos supostos eventos ou onde estes eventos ocorreram e ainda sem os nomes das pessoas envolvidas e sem quaisquer outras informações ou evidências de trocas de correspondência por parte das partes”. A empresária defende que a “veracidade do documento deve ser levantada uma vez que o memorando não está assinado, não está em papel timbrado, não tem carimbo oficial e contém descrições fictícias de acontecimentos ligados à Engª. Isabel dos Santos”. “Este memorando é mais uma prova fabricada neste processo de arresto! No entanto, este memorando nunca deveria ter sido apresentado como prova pelo Ministério Público ou não deveria ter sido aceite no Tribunal como prova na sentença nr.519/19 de 23 de Dezembro de 2019”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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